sexta-feira, 25 de novembro de 2016


mais uma vez me iludo
serei eternamente iludida?
mais uma vez me pego sonhando errado
imaginando coisas
com as pessoas erradas
transferindo meu desejo pra um
caminho que não é o meu
Só gostaria de somar-te a mim
mesmo
Que mundo maluco onde pouca coisa é
recíproca

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013


Prefiro guardar pra mim todo o resto que restou de mim
Prefiro me guardar, pra mim

sábado, 1 de dezembro de 2012

Samuel Beckett.

Dramaturgo e escritor irlandês é, sem dúvida nenhuma, para mim, um dos melhores autores do chamado Teatro do Absurdo.
Esse ano, fiz minha banca da faculdade de teatro a partir de um texto dele chamado Fim de Partida.
Beckett exalta em suas obras a falta de comunicação do homem no dia-a-dia, além de tornar visível, de uma forma inusitada, a realidade, mostrando quão sem saída está o homem na sociedade.


Uma de suas peças que mais repercutiram chama-se Esperando Godot.
Aí está um trecho que acho lindo:

"ESTRAGON.  - (Friamente.) Às  vezes  me  pergunto  se  não  seria  melhor  que  nos
separássemos.
VLADIMIR. - Não irias muito longe.
ESTRAGON. - Isso  seria,  com  efeito,  um  grave inconveniente (Pausa.)  Não  é  verdade,
Didi,  que  isso  seria  um  grave  inconveniente?  (Pausa.) Dada a beleza do caminho. (Pausa.) E a bondade dos viajantes."