domingo, 4 de dezembro de 2016

vou atrás do meu coração
ele pede para que eu vá para a esquerda
é para a esquerda que vou

me lança a ideia para o lado direito
vou com toda força para lá

prefiro ter a convicção de que vivi
de peito aberto com coragem
sempre completa
e verdadeira
do que viver frustada sabendo que
optei estar à margem de mim
e alheia ao outro

não sou esse tipo de pessoa
que ignora
não minto para mim
- isso me faz infeliz -
não vivo de aparências
e serei
sempre
fiel a mim mesma

"Clarice e eu. O mundo não é chato" é uma adaptação para o teatro de textos de Clarice Lispector, feita por Rita Elmôr
está em cartaz no Shopping da Gávea.

Na foto: A atriz Rita Elmôr, a cara de Clarice, em sua primeira montagem aos 23 anos. 

20 anos depois, ela conta que as pessoas acham que é a Clarice na foto e a usam até hoje em diversas matérias sobre a escritora, crendo que seja ela. 
Antes de começar a peça, 
pelos corredores do teatro,
há uma pequena exposição com uns prints e links das matérias que aproveitaram sua foto!


sexta-feira, 25 de novembro de 2016


mais uma vez me iludo
serei eternamente iludida?
mais uma vez me pego sonhando errado
imaginando coisas
com as pessoas erradas
transferindo meu desejo pra um
caminho que não é o meu
Só gostaria de somar-te a mim
mesmo
Que mundo maluco onde pouca coisa é
recíproca

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013


Prefiro guardar pra mim todo o resto que restou de mim
Prefiro me guardar, pra mim

sábado, 1 de dezembro de 2012

Samuel Beckett.

Dramaturgo e escritor irlandês é, sem dúvida nenhuma, para mim, um dos melhores autores do chamado Teatro do Absurdo.
Esse ano, fiz minha banca da faculdade de teatro a partir de um texto dele chamado Fim de Partida.
Beckett exalta em suas obras a falta de comunicação do homem no dia-a-dia, além de tornar visível, de uma forma inusitada, a realidade, mostrando quão sem saída está o homem na sociedade.


Uma de suas peças que mais repercutiram chama-se Esperando Godot.
Aí está um trecho que acho lindo:

"ESTRAGON.  - (Friamente.) Às  vezes  me  pergunto  se  não  seria  melhor  que  nos
separássemos.
VLADIMIR. - Não irias muito longe.
ESTRAGON. - Isso  seria,  com  efeito,  um  grave inconveniente (Pausa.)  Não  é  verdade,
Didi,  que  isso  seria  um  grave  inconveniente?  (Pausa.) Dada a beleza do caminho. (Pausa.) E a bondade dos viajantes."